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[Conto] Castelo de Folhas

em Qui Dez 27, 2018 2:57 am

Era uma vez...
Uma raça que insistiu em se destruir, Seres humanos que decidiram abandonar a humanidade e Guerras que destruíram quase tudo no mundo que o Eterno emprestara aos mortais.
Era uma vez...
Uma mulher que possuía a chave do mundo, que amou tanto a humanidade que abraçou a magia, abrindo mão do que a tornava humana, durante séculos seus poderes aterrorizaram e afastaram dela as outras pessoas e durante séculos ela as protegeu e cuidou para terminar guerras e minimizar danos.
Através destes séculos apenas três homens atravessaram suas barreiras e tocaram seu coração.
O primeiro era um mago e lhe mostrou como obter poder, contou a ela os segredos da magia e histórias sobre um romance entre o mar e a lua. Ela o amou, porque foi seu lar em meio ao caos da guerra e lhe mostrou que a beleza ainda existe, ainda está em toda parte para quem tem os olhos certos. Ele deu a ela uma filha que tinha fogo nos olhos e dominava as magias do amor embora somente seu rosto fosse suficiente para enfeitiçar os homens. A essa filha deu o nome de Pérola Sky, para lembrar-se do romance entre a lua e o mar e acreditar em romances impossíveis. O Mago a amou e a protegeu com seu último suspiro, a mulher guardou sua lembrança e protegeu seu amor por um século, até voltar a amar...
O segundo homem que ela amou era um Gumiho, e a magia corria na própria essência do seu sangue de Raposa, levava consigo a esperteza do animal e o coração do homem, guardava dentro de si uma jóia mágica que chamava de gota da raposa, da qual se dizia ter poder para fazer quase qualquer coisa. Ela o amou, por sua alegria e liberdade, ele a ensinou a carregar a floresta dentro de si, a jogar com estrelas e se divertir, meio em meio às batalhas... Ela deu a ele uma filha, tão linda como o pôr-do-Sol, tão astuta quanto as fadas e tão livre quanto seu pai. Deu a ela um nome da Floresta que se perdeu através dos séculos e se tornou um segredo...
Este homem, selvagem e livre não podia ser preso ou corrompido pelos medos e preocupações humanas, precisava lutar pela floresta e pela natureza, então com batalhas semelhantes em frentes diversas eles foram separados pela guerra para proteger aquilo que consideravam sua responsabilidade... Ela o amou à distância e por séculos lembraram-se um do outro... Então ela se apaixonou...
O Terceiro homem era humano, mais corajoso que qualquer outro, mais sábio que a maioria, entretanto com a vida tão fugaz quanto seus irmãos. Ela amou a humanidade nele, ele a ensinou a aproveitar o tempo, a viver o momento e a lutar mesmo quando se sente frágil. O amor deles durou toda uma vida humana e ela o amparou até seu último dia, despedindo-se com um beijo de sua alma mortal. Eles tiveram um filho, alguém que herdou a humanidade dele e a eternidade dela, que por ser humano podia ser corrompido e por ser eterno teve muito tempo para isso. Por seus feitos terríveis seu nome não era pronunciado e em sua fúria se chamou Assassino de Reis.
Quando a mulher salvou o mundo, ou o que restou dele, juntando todas as pessoas de todas as raças que encontrou em uma única ilha, cercou o lugar e transformou tudo em um imenso território, em cada um dos quatro extremos formou-se um país, e a cada um de seus filhos nomeou como guardião de um deles, mas guardar não era exatamente o que tinham em mente…

(continua...)


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